A Companhia do Estevão Maravilha reestreia o espetáculo Sei Lá Vi dia 4 de dezembro, segunda-feira, às 20h, na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

SOBRE O EVENTO

Início: 04/12/2017 20:00h
Fim: 19/12/2017 20:00h
Onde: OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro (próximo a estação Tiradentes do metrô) - SP

Companhia do Estevão Maravilha reestreia o espetáculo Sei Lá Vi dia 4 de dezembro, segunda-feira, às 20h, naOficina Cultural Oswald de Andrade. A temporada segue até o dia 19 de dezembro com sessões às segundas e terças-feiras, às 20h. Nos dias 11 e 18 (segunda) haverá sessões extras às 17h. Ingressos gratuitos.

 

Com direção de Caco Mattos, o elenco formado por Fernando Stelzer, Lucas Pinheiro Paiva, Rafael Senatore e Rodrigo Horta propõe uma ruptura com a ilusão como metáfora para a vida.

 

A concepção do espetáculo surgiu a partir de questionamentos sobre a postura do ser humano perante as mais diversas situações do cotidiano e no interesse em explorar modos com que a farsa, a mentira e a ilusão colocam a humanidade cada vez mais na posição de espectadora da própria vida.

 

A partir da pergunta “o que é ilusão para você?” o diretor pediu aos atores pequenas cenas, músicas, depoimentos pessoais e imagens. Durante o processo de pesquisa visitaram instituições com crianças, adolescentes, adultos e idosos, analisando de que maneira a ilusão atua nessas fases da vida. “Esse foi um momento de levantamento de materialidades cênicas. Em seguida o grupo foi provocado a escolher quais eram as cenas que poderiam potencializar o discurso sobre a ilusão que eles gostariam de emitir. Priorizei e apostei na autonomia dos integrantes, questionando e orientando suas escolhas”, conta Caco Mattos.

 

Ao observar o nonsense dos movimentos surrealista e dadaísta, a fantasia dos desenhos animados e os antigos espetáculos de variedades (por sua pluralidade de atrações, como palhaços, ilusionismo, música, dança etc), a montagem traz uma estética simplista, mas que busca atingir o público pelo deslumbre sinestésico e imaginativo, traduzindo a vida através do não-convencional e da subversão à lógica.

 

“A peça faz uma metáfora sobre a vida, as vezes muito sutil, subliminar. Constantemente, estamos imersos numa relação de ilusão sem perceber, seja nas relações afetivas, nas questões tabus como a morte, nas relações de poder, na solidão. Estabelecemos, conscientes ou não, uma relação com a ilusão e muitas vezes somos manipulados por ela sem nos darmos conta disso”, fala Mattos.

 

A peça é encenada a partir da metalinguagem com os próprios atores realizando uma peça de teatro, cujas cenas são divididas em números de variedades, referentes a cada fase da vida, como infância, juventude, maturidade, velhice. Ao falar de ilusão, a linha entre realidade e fantasia torna-se mais tênue e o jogo, mais vivo.

 

A trilha sonora traz diversos temas característicos de seus tempos como música clássica, valsa, jazz, e o chá chá chá, além de algumas composições próprias, que auxiliam no jogo cênico.

 

“A provocação é instaurar nos espectadores a ruptura da ilusão e colocá-los para pensar a partir da sua experiência pessoal sobre a vida e questões que a Companhia quer abordar”, explica Mattos.

 

O espetáculo foi contemplado pelo ProAc Primeiras Obras de Teatro em 2016, e cumpriu temporada na Oswald de Andrade em outubro.

 

Ficha técnica:

Direção: Caco Mattos. Criação: Companhia do Estevão Maravilha. Elenco: Fernando Stelzer, Lucas Pinheiro Paiva, Rafael Senatore e Rodrigo Horta. Cenografia e Adereços: Hélio Senatore. Figurino: Luísa Mira, Hélio Senatore e Companhia do Estevão Maravilha. Iluminação: Lui Seixas. Operação de Luz: Lui Seixas e Rodrigo Oliveira. Direção Musical e Trilha Sonora Adaptada: Companhia do Estevão Maravilha. Fotografia Divulgação: Leticia Pinto e Thaís CostellaDesign Gráfico: Lucas Pinheiro Paiva. Alfaiataria: Aloisio Coelho. Treinamento de Bufão e Band Mimmée: Luciana Viacava. Treinamento de Máscara de Palhaço: Bete Dorgam. Estudo de Mágica: Gutto Thomaz. Estudo de Vanguardas do Século XX: Marcela Schwab. Produção e Administração: Contorno Produções. Direção de produção e produção Executiva: Jessica Rodrigues e Victória Martinez. Assessoria de Imprensa: Adriana Balsanelli. Apoio: Oficina Cultural Oswald de Andrade, Poiesis - Organização Social de Cultura, S. Dias Luthier, Espaço Mirabilis, Olho Digital Comunicação Visual. Apoio gastronômico: Apfel Restaurante Vegetariano, Cantina Luna di Capri, Chippers, Restaurante Planeta's.

Para roteiro:

SEI LÁ VI – Reestreia dia 4 de dezembro na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

Temporada: De 4 a 19 de dezembro - segundas e terças-feiras às 20h. Dias 11 e 18 – segundas, sessão extra às 17h.

Duração: 70 minutos. Classificação: 10 anos. Sala 7. Capacidade: 30 lugares.  Ingressos: Grátis (Retirada de ingressos a partir de  1 hora antes da apresentação).

 

OFICINA CULTURAL OSWALD DE ANDRADE – Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro (próximo a estação Tiradentes do metrô). Informações (11) 3221-4704. 

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