As irmãs Ana, Clara e Júlia têm vidas bem diferentes. Ana é dramaturga e dá aulas de teatro na periferia; Clara, a mais velha, tem um casamento turbulento; e a caçula Júlia é

SOBRE O EVENTO

Início: 31/01/2018 21:00h
Fim: 28/02/2018 21:00h
Onde: Onde: Teatro Cemitério de Automóveis – Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo.

Comédia de humor ácido sobre sexo escrita a quatro mãos por Marcelo Mirisola e Nilo Oliveira,Paisagem em Campos do Jordão, sobe ao palco a partir de 31 de janeiro, no Teatro Cemitério de Automóveis. Este texto, que desde quando foi apresentado a Mauro Baptista Vedia foi por ele imaginado no palco, alçou a dupla ao topo do ranking dos melhores escritores teatrais de tragicomédia do país. Mirisola manifestou o desejo que fosse dirigido por Vedia, o convidou e recebeu um sim. Com um elenco formado pelos atores Fábio Espósito, (Xepa), Henrique Stoeter, (Napão) e Patrícia Vilela dispostos a encarar os desdobramentos psicológicos bizarros da trama, as inumeráveis cartas na manga e as diversas reviravoltas de enredo do texto.

Forte, polêmico, Paisagem em Campos do Jordão mostra uma forte discussão sobre sexo com travesties, sorubas e casas de swing, entre uma dupla de amigos e um casal com envolvimento de uma filha. “Com o jogo caleidoscópico de fixações extremas de Leo e Bia, coadjuvados pelos não menos drásticos Lili e Guga, a peça pretende atualizar nossos limites diante das afeições”, diz Vedia.

“A obra de Mirisola leva a ideia de transgressão ao extremo e é isso que me atrai em sua escrita,Paisagem em Campos do Jordão me permite a trabalhar o bizarro, o grotesco e buscar no cinema da pornochanchada e na Boca do Lixo de São Paulo as referências que imagino na encenação”.

Marcelo Mirisola e Nilo Oliveira se situam entre os melhores escritores teatrais de tragicomédia do país, alcançando com precisão o histriônico. O controle meticuloso dos diálogos e dos desdobramentos dos envolvimentos psicológicos bizarros, as inumeráveis cartas na manga, propondo diversas reviravoltas de enredo, com certeza vai agradar ao público mais exigente e também àqueles que querem diversão e entretenimento. 

Além da peça, Mauro Baptista Vedia estreia dois filmes no primeiro semestre de 2018, ambos respiram cinema e teatro, um curta-metragem chamado “O que você quer, uruguaio”, com Ester Laccava e o próprio Vedia encarnando um uruguaio professor de espanhol para executivos, e um documentário autobiográfico chamado “Encarando o Escorpião”, em que, a partir da montagem de A festa de Abigaiu em 2007 que Vedia dirigiu, ele faz um balanço de sua vida de emigrante, no Brasil e na Espanha.

 

Mauro Baptista Vedia é uruguaio naturalizado brasileiro, cineasta e diretor de teatro. Doutor em Artes pela ECA/USP (1999), com pós-Doutorado em Paris III, Sorbona. Vedia finalizou seu primeiro longa-metragem de ficção, Jardim Europa (77 min, 35mm, cor), que teve excelentes críticas (Inácio Araujo, Folha de São  Paulo). O filme foi filmado sem roteiro, e realizado num longo processo de pesquisa e criação de 10 meses com os atores.

Em 2011, Vedia escreveu e dirigiu, O telefilme A Performance ( TV Cultura), selecionado para a Competição Oficial do FIPA, Biarritz, França, em Janeiro de 2012, e no festival Latino-Americano de São Paulo.

Em 2007, Vedia dirigiu sua primeira peça, A Festa de Abigaiu, (Abigail´s Party), de Mike Leigh, que fez mais de 60.000 espectadores e obteve ótimas críticas (Veja, Estado de São Paulo), indicação ao prêmio Shell de Melhor atriz para Ester Laccava e indicação de melhor comédia pela revista Contigo. Em 2010, Vedia estreou mais duas peças de Mike Leigh, Êxtase, direção, produção e co-tradução, no Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo e Brasília e Os Penetras (direção e co-tradução), no Teatro Jaraguá, ambas com boa recepção crítica, e a peça Ligações Perigosas, com Maria Fernanda Candido e Marat Descartes (Teatro FAAP).

Em março de 2010, Vedia lançou seu livro O cinema de Quentin Tarantino, pela editora Papirus, indicado ao Jabuti em 2011 na categoria Artes. Em 2012, Vedia dirigiu a peça Gangue, com a Cia provisório Definitivo, que ganhou 3 prêmios FEMSA de teatro infantil (melhor atriz e melhor ator coadjuvantes, melhor espetáculo Jovem). Em 2014, dirigiu e produziu a peça Jantar, de Moira Buffini, que estreou no CCBB em Maio de 2014 e fez temporada de dois meses, com grande sucesso de crítica (Veja, Folha) e de público. Em 2017, Jantar voltou no teatro Viradalata, Vedia dirigiu Flutuante (teatro Sergio Cardoso), de Caco Galhardo, com Martha Nowill, Paulo Tiefenthaler e Rafael Losso, estreou como ator no cinema com o filme EL mate de Bruno Kott, e como ator no teatro com o grupo Parlapatões no Festival de Peças de 1 minuto.

 

Marcelo Mirisola pertence a um grupo de escritores bastante heterogêneo que marca o cenário literário brasileiro dos anos 1990. Sua produção caracteriza-se pela combinação de domínio técnico e ousadia temática. Tal estilo lembra o do escritor norte-americano Charles Bukowski (1920-1994) por seu caráter obsceno e coloquial, mas remete mais decisivamente à corrente literária que concebe momentos cruciais de sua literatura a partir da mistura de autobiografia e ficção.

A indefinição dos limites entre experiência pessoal e construção ficam evidentes desde o primeiro romance do autor, O Azul do Filho Morto (2002), baseado nas memórias de um narrador que parece identificado ao próprio escritor. Esse narrador-personagem, cuja história, segundo o autor, tem continuidade até o romance Charque (2011), elabora com acidez e violência uma crítica destruidora ao modo de vida da classe média contemporânea. Expondo, por meio de um texto repleto de vocabulário chulo e marcado pelo desejo de chocar o leitor, as angústias afetivas, a obsessão pelo sexo e a melancolia que permeiam a vida dessa sociedade. Como nota um de seus interlocutores mais próximos, o escritor Reinaldo Moraes (1950), essa matéria biográfica incômoda é ordenada por uma sintaxe peculiar regida por cortes bruscos, materializando a estranheza da vida mental desses narradores.

A fragmentação também é característica central dos contos do autor, ainda que com o desenrolar da obra ocorra uma fluência maior e a presença mais dominante do humor. Também nos contos, o tom rebaixado convive com momentos de lirismo, como em "Valentina e o Laranja Intenso", de 2010, em que o narrador ensina a uma criança que bolhas de sabão são feitas da mesma matéria dos sonhos. Nas crônicas, a estratégia do choque é também utilizada para expor sua percepção crítica da superficialidade dos valores contemporâneos, muitas vezes perpetuados pela grande mídia em diversas esferas da cultura.

 

Ficha Técnica:

TEXTO: MARCELO MIRISOLA E NILO OLIVEIRA

DIREÇÃO, PRODUÇÃO E TRILHA SONORA: MAURO BAPTISTA VEDIA

LUZ: MARCOS LOUREIRO

ASSISTENTE DE DIREÇÃO: KAREN BOULOS

 

Serviço:

Paisagem em Campos do Jordão

Onde: Teatro Cemitério de Automóveis – Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo. tel. 11 2371-5743/99292-8707

Classificação etária: 18 anos

Duração – 55 minutos

Site: http://www.cemiteriodeautomoveis.com.br

Estreia em 31/01, quarta-feira, às 21h

Temporada até 28 de fevereiro

Quartas e quintas, às 21h

Preços populares - R$ 40,00 inteira e R$ 20,00 meia entrada. 

 

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Onde: Teatro Cemitério de Automóveis – Rua Frei Caneca, 384 – Consolação, São Paulo.