Diretor Paulo Ribeiro estreia adaptação do clássico Eduardo II dia 21/7 no Teatro Jaraguá

SOBRE O EVENTO

Início: 21/07/2018 17:00h
Fim: 26/08/2018 17:00h
Onde: TEATRO JARAGUÁ - Rua Martins Fontes, 71 - São Paulo

Com montagem do diretor Paulo Ribeiro e interpretação do Núcleo de Estudos Cênicos Teatro de Sanca da Cooperativa Paulista de Teatro (NECTS), o espetáculo Eduardo II estreia no Teatro Jaraguá para temporada de 21 de julho a 26 de agosto, aos sábados e domingos, no horário das 17 horas. A peça tem como base as obras escritas por dois grandes dramaturgos da história, o alemão Bertolt Brecht (1898-1956) e o inglês Christopher Marlowe (1564-1593), que contribuíram para revolucionar a arte e o pensamento de seu tempo.

 

A adaptação de Paulo Ribeiro é livremente inspirada em A Vida de Eduardo II da Inglaterra, de Brecht (a peça de teatro menos representada de Brecht) e O Reinado Problemático e a Morte Lamentável de Eduardo Segundo, Rei da Inglaterra, com a Queda Trágica do Orgulhoso Mortimer, de Marlowe. Eduardo II narra a história dos tempos do poder absoluto das monarquias, de suas dinastias, posições e privilégios, de suas atuações ante o povo, e entre seus pares, deflagra o absurdo, o cru das paixões, negociatas, abusos, que foram destrutivos, do poder e suas guerras. A encenação de Eduardo II de Brecht foi o ponto de partida para elaboração, muito a partir da prática, de uma nova teoria de encenação e interpretação que revolucionou o espetáculo teatral no século 20. Com ele Brecht estreia o Teatro Épico.

 

"Brecht escreveu esse texto entre 1923 e 1924, quando ainda não havia lido o Capital, de Marx, e engravidado de suas ideias, mas elas já o habitavam como artista", diz Paulo. O diretor cita a análise do pesquisador Fernando Peixoto, para quem com "esta adaptação Brecht inicia um de seus temas centrais, a gigantesca demolição do conceito de herói".

 

Dramaturgia e encenação

A dramaturgia optou por uma adaptação para dois atores que se metamorfoseiam em variadas personagens. "O texto base pensou as obras e os autores, Marlowe e Brecht, mas não os tratou como intocáveis objetos de museu. Partiu principalmente de Brecht, por estar mais próximo ao nosso tempo. Revisitou Marlowe em alguns aspectos, e o clima das disputas pelo poder da história das monarquias e suas dinastias."

 

A encenação atravessa espaços temporais e geográficos. Privilegia a dramaturgia e o trabalho de criação do ator. Visa tornar esta mesma dramaturgia acessível a um amplo público, que ainda não tenha tido a oportunidade de conhecê-la de uma maneira simples e clara. Este processo conceitual centra-se na palavra e na atuação como condutores de uma cena que não busca subterfúgios cenográficos ou pirotecnias que possam se sobrepor ao textual. Só mesmo uma “cena limpa”, pode evidenciar uma obra complexa, afinal, trata-se de obras, autores e personagens históricos, transgressores por aviltar a ordem do seu tempo; e que equiparados, encontram completa ressonância com os nossos atuais “tempos sombrios” (como nos diria o próprio Brecht).

 

Para Paulo Ribeiro, "a história da peça nos propõe pensar sobre os grandes e universais males que afetam a humanidade – riquezas, paixões, poder, posições... Questões essas pertinentes a uma explanação, profundas reflexões, discussões e debates com a atual conjuntura de nosso país".

 

Sinopse

Na ascensão e queda do Rei Eduardo II da Inglaterra, o individualismo se contrapõe ao status quo de sua época. Na tragédia de Eduardo II, há outra tragédia, a ascensão e queda do orgulhoso Mortimer. Com a morte de seu pai, Eduardo passa pela experiência de viver o seu desejo e seu amor proibido diante de todos, entretanto, entrega-se a luxúrias e excessos. Assim, provoca não só o povo que passa fome como a posição do clero, dos nobres e de sua esposa, conferindo poderes maiores ao seu favorito Gaveston, um plebeu. Espicaça de tal modo as posições da nobreza, as demandas da religião vigente, e do contrato de matrimônio, que granjeia inimigos causando assim uma guerra e sua derrocada. Quando no calabouço, diante da morte, humaniza-se, percorre com a consciência seu caminho de queda, sobre o caráter temporário das riquezas, do poder e da vida.

 

Sobre Paulo Ribeiro

Diretor, dramaturgo e produtor teatral. Começou a como diretor em 1990 com o espetáculo A Mandrágora, de Nicolau Maquiavel, em São Caetano do Sul, quando criou o NECTS – Núcleo de Estudos Cênicos Teatro de Sanca.  Em 1997 estreou em São Paulo o espetáculo Honorato, no TBC - Teatro Brasileiro de Comedia, seu primeiro espetáculo como dramaturgo. Desde então, paralelamente as suas realizações, tem feito parcerias como diretor, criador e adaptador para outros produtores e artistas, em geral, parcerias estas, que vem solidificando e diversificando sua carreira com mais de 30 espetáculos em seu currículo.

 

Várias de suas peças foram indicadas e conquistaram os principais prêmios do teatro brasileiro em diversas categorias, como: diretor, produtor e dramaturgo. (APCA- Associação Paulista dos Críticos de Arte, Prêmio FEMSA Coca-Cola de teatro jovem, APETESP, Prêmio Qualidade Brasil). Entre seus trabalhos mais recentes, destaque para Curumim disse Sim e Curuminha disse Não, adaptação da obra original Aquele que diz sim, Aquele que diz não, de Bertolt Brecht; a direção geral e o roteiro de Carrossel o Show (com produção do SBT), Aladdin, O Musical (produção da Chaim Produções), O Poeta e as Andorinhas; baseado na vida e obra de Oscar Wilde, e Rapsódia dos Divinos, ambos produzido por Cintia Abravanel e o Centro Cultural Grupo Sílvio Santos, integrados ao Projeto Literatura no Teatro, realizado pelo antigo Teatro Imprensa, que totalizou um público superior a 100 mil alunos da rede pública e particular.

 

Núcleo de Estudos Cênicos Teatro de Sanca da Cooperativa Paulista de Teatro (NECTS)

Fundado em 1991 pelo diretor, dramaturgo e produtor Paulo Ribeiro, como Teatro de Sanca. Nossa história, funde-se com a trajetória artística de seu fundador, que até hoje permanece à frente de suas realizações. Surgiu no ABC paulista, mais precisamente na cidade de São Caetano do Sul. O NECTS reúne artistas comprometidos em construir um teatro de qualidade que contribua com o aprimoramento do ser e da arte, pois compreende a arte como parte fundamental da

formação humana e como potência para a transformação social. Na sua primeira fase, de intensas atividades, estudos e produções obtivemos vasta experiência que resultaram nos espetáculos: A Mandrágora, Homens de lua, Sarapalha, Os mansos da terra, Abolição dos Amores, Senhora dos Afogados, que conquistaram extraordinárias críticas e 86 prêmios em festivais nacionais, estaduais e municipais.

 

Serviço

 

Eduardo II. Estreia dia 21 de julho, sábado, às 17 horasTEATRO JARAGUÁ - Rua Martins Fontes, 71 - São Paulo / São Paulo. Sábado e Domingo às 17h. De 21 de Julho a 26 de AgostoIngressos: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada). Classificação: 12 anos.  Duração: 65 minutos. Gênero: Drama. Horário da Bilheteria: terça a quinta -, das 16 às 19 horas, sexta, das 16 às 23h30, sábado das 14h às 23h30; e domingo, das 14 às 19 horas. Plateia. Aposentado/3ª Idade R$ 20,00. Estudante/Deficiênte R$ 20,00. Classe Artística R$ 20,00Prof. da Rede Pública R$ 20,00. Inteira R$ 40,00.

 

Ficha Técnica:

 

Textos originais de: Bertolt Brecht e Christopher Marlowe. Direção geral e livre adaptação de: Paulo Ribeiro. Elenco: Rogerio Romera e Cintia Wartusch. Assistência de direção: Rafael Rogante . Cenário e figurinos: O Grupo. Adereços /coroas:  Paulo Borhdin. Costureiro: Toninho Faquetti. Responsável Técnico: Hugo Vega. Colaboradores Técnicos: Jeyne Guimarães e Danilo Ribon. Assessoria de empresa: Arteplural Comunicações. Vídeo filmagem / teaser: Michele Saraiva. Fotos:  Samara Takashiro. Projeto gráfico: Everton Santana. Administração: Rafael Rogante. Pesquisas e projeto: Cintia Wartusch. Realização e Produção: NECTS – Núcleo de Estudos Cênicos Teatro de Sanca da Cooperativa Paulista de Teatro e Ribeiros Produções.

 

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